quinta-feira, 13 de agosto de 2015

DERIVAS ABERTAS E INTERVENÇÃO


O Coletivo Teatro Dodecafônico convida pessoas interessadas em ocupar a cidade a compartilhar sua pesquisa em intervenção urbana. De agosto a dezembro, atuará em cinco bairros de São Paulo, realizando derivas abertas e intervenções.

Começa pelo centro!

DERIVA ABERTA
No dia 20/08/2015, das 14h às 18h, o Coletivo compartilha práticas e procedimentos de deriva que tem utilizado para criação de ações artísticas no espaço urbano e formas de pensar os relatos dessas práticas. O ponto de encontro é a Galeria Olido. 

Os interessados devem confirmar sua presença pelo e-mail teatrododecafonico@gmail.com com nome completo, idade e telefone (de preferência celular). E no dia, ir com roupas e sapatos confortáveis. Pode participar qualquer pessoa interessada na pesquisa, desde que seja maior de 16 anos.

INTERVENÇÃO
Parte desses relatos e espaços descobertos nas derivas abertas propostas no entorno da Galeria Olido (centro de São Paulo) irão compor a intervenção urbana ATOS ÍNTIMOS CONTRA O EMBRUTECIMENTO, que acontecerá no dia 27/08/2015, a partir das 16h e também terá como ponto de partida a Galeria Olido.

Centro
Ponto de encontro: Galeria Olido – Avenida São João, 473 – Centro.
Dia 20 de agosto, quinta-feira – Deriva Aberta das 14h às 18h
Dia 27 de agosto, quinta-feira – Intervenção, às 16h

ATOS ÍNTIMOS CONTRA O EMBRUTECIMENTO

_um ato íntimo contra o embrutecimento é aquilo que se faz ou se pode fazer em oposição àquilo que anestesia e violenta, a favor da sensação e da experiência.

Um programa de ações que será realizado em cinco bairros da cidade de São Paulo propondo olhares diferentes para ambientes conhecidos, interações possíveis entre corpos e arquiteturas, deslocamentos e alterações no fluxo de circulação.

Atores-performers Aline Baba, Anna Zêpa, Beatriz Barjud, Beatriz Cruz, Hideo Neto, Luisa Hokema, Mônica Lopes, Paloma Carvalhedo, Pedro Galiza, Ricardo Mandarric, Sandra Ximenez e Tatiana Ribeiro.
Produção: Damyler Cunha
Programação Visual: Paloma Carvalhedo
Foto do flyer: Cacá Bernardes
Realização: Coletivo Teatro Dodecafônico

Este Projeto foi contemplado pelo prêmio Funarte Artes de Rua 2014.




quarta-feira, 17 de junho de 2015

VIRADA CULTURAL 2015 - O QUE ALI SE VIU


O QUE ALI SE VIU
Uma encenação itinerante do Coletivo Teatro Dodecafônico

13h, 14h e 15h
Duração: 3 entradas de 30 minutos 
Gênero: Performativo
Classificação etária: L – Livre para todos os públicos

SESC PINHEIROS
Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros
(Próximo ao metro Faria Lima e ao Largo da Batata)

SINOPSE
O que ali se viu é uma encenação itinerante na qual a Alice dos textos de Lewis Carroll não aparece. O público assume o lugar da personagem, percorrendo cenas instaladas no espaço. O Coletivo Teatro Dodecafônico apresenta nove atores em formações corais e revezando-se na performance de figuras retiradas do jogo de xadrez non sense da obra literária. 



FICHA TÉCNICA
Encenação: Verônica Veloso
Elenco: Ana Flávia Chrispiniano / Beatriz Cruz/ Katia Lazarini / Lígia Borges / Paulina Caon / Pedro Felício / Priscilla Carbone/ Samir Signeu / Sandra Ximenez /
Dramaturgia: criação coletiva com colaboração de Silvia Camossa
Preparação Vocal: Sandra Ximenez
Operação de som e contra-regragem: Taty Kanter
Músicas: Anna Dulce
Figurino: Jorge Wakabara
Confecção do Figurino: João Pimenta
Produção: Hideo Kushiyama

VIRADA CULTURAL 2015 - ATOS ÍNTIMOS CONTRA O EMBRUTECIMENTO




SÁBADO 20/06
20h
SAÍDA: Praça Roosevelt (Em frente a Igreja da Consolação)
ITINERÁRIO: Trajeto pelo centro: Ipiranga - Barão de Itapetininga



Atos Íntimos contra o Embrutecimento

_um ato íntimo contra o embrutecimento é aquilo que se faz ou se pode fazer em oposição àquilo que anestesia e violenta, a favor da sensação e da experiência. Um programa de ações que será realizado num recorte urbano propondo olhares diferentes para ambientes conhecidos, interações possíveis entre corpos e arquiteturas, deslocamentos e alterações no fluxo de circulação.
FICHA TÉCNICA
Beatriz Cruz/ Sandra Ximenez/ Mônica Lopes Galvão/ Pedro Galiza/ Hideo Kushiyama/ Luisa Hokema/ Paloma Fraga/ Tatiana Ribeiro




terça-feira, 21 de abril de 2015

O DISFARCE DO OVO - Peça e Oficina - 24 e 25 de abril

O Dodecafônico começa sua ocupação na Oficina Alfredo Volpi, em Itaquera. 
Serão duas apresentações da peça O DISFARCE DO OVO e a oficina A CENA E A LETRA - corpo, espaço e objeto. 



O DISFARCE DO OVO
uma reação à Clarice Lispector

“O Disfarce do Ovo” propõe uma reação à obra de Clarice Lispector, usando a escritura corporal para encenar o universo epifânico da autora. A encenação revela uma série de encontros: duas mulheres, uma menina, um ovo, um pintinho. Ao percorrer uma trajetória fragmentada, o espectador é convidado a itinerar pelo espaço onde a encenação está instalada.

APRESENTAÇÕES:

24 e 25 de abril (sexta e sábado)
20h
Gratuito - 25 lugares
Retirar senha com 30min de antecedência
Em caso de chuva a apresentação será remarcada.

Oficina Cultural Alfredo Volpi
Rua Américo Salvador Novelli, 416 - Itaquera
OFICINA:

► OFICINA: A CENA E A LETRA – CORPO, ESPAÇO E OBJETOCoordenação: Beatriz Cruz
5/5 a 16/6 – terças-feiras – 19h às 21h30
Público: atores, bailarinos, estudantes de artes cênicas e demais interessados a partir de 16 anos
Inscrições: 7 a 25/4
Seleção: carta de interesse
20 vagas

O treinamento e os procedimentos utilizados pelos artistas do Coletivo Teatro Dodecafônico na encenação “O Disfarce do Ovo” serão compartilhados nesta oficina, que abordará os diferentes elementos da linguagem teatral contemporânea – o corpo, o espaço e o objeto – mesclados a textos literários, palavras e sonoridades, de forma a explorar o diálogo entre teatro, literatura, corpo e espaços não convencionais na criação cênica.

Beatriz Cruz é atriz, performer, artista-educadora e produtora cultural. Pós-graduanda na Técnica Klauss Vianna pela PUC-SP, faz parte do Coletivo Teatro Dodecafônico desde sua criação em 2008.


LINK da programação para inscricão:
http://www.oficinasculturais.org.br/programacao/ver.php?idoficina=4 


COMO CHEGAR:
Trem: Estação Dom Bosco - Linha Expresso Leste-Coral
(pega na Luz, Bras ou Tatuapé)
Da estação até a Oficina são 10 minutos a pé, vejam o mapa:



sexta-feira, 10 de abril de 2015

ATOS ÍNTIMOS CONTRA O EMBRUTECIMENTO


Veja o video:
https://vimeo.com/114763561



_um ato íntimo contra o embrutecimento é aquilo que se faz ou se pode fazer em oposição àquilo que anestesia e violenta, a favor da sensação e da experiência. Um programa de ações que será realizado num recorte urbano propondo olhares diferentes para ambientes conhecidos, interações possíveis entre corpos e arquiteturas, deslocamentos e alterações no fluxo de circulação.
_O programa é definido a partir de derivas na cidade. As ações, correspondem a três eixos de pesquisa, serão escolhidas e instaladas no local.
CORPO _ ARQUITETURA  Ações físico-sonoras ou imagens estáticas realizadas em enquadramentos escolhidos pela cidade, a fim de revelar a relação plástica dos corpos dos performers com o espaço arquitetônico em questão.  
FLUXO_DESLOCAMENTOS Ações conectadas aos atos de andar, caminhar, desmaiar e dançar, que proponham alterações temporais no fluxo de circulação dos espaços de passagem.   
RELAÇÃO_DURAÇÃO Ações e jogos que proponham uma possível interação dos moradores/pedestres com os performers e entre si.




terça-feira, 24 de março de 2015

DESTAPUME-SE

Derivações |

Composições instantâneas.
Embate com a cidade.

DESTAPUME-SE (ou dança de explosivos)


| ação |  Pessoas caminham em diferentes ritmos | Batem com seus corpos nos tapumes | Um confronto direto à tentativa de apagar ou esconder | Tapume como dispositivo da especulação X Tapume como dispositivo de jogo

Destapume-se! from Papá on Vimeo.




quarta-feira, 4 de março de 2015

JOGO PARA UM PERCURSO – Elástico invisível (Regras e procedimentos)


Jogo para um percurso
ou elástico invisível
ou jogo de partículas que se movem no espaço

O que é o jogo?
Uma experiência de deslocamento em deriva num percurso urbano.


Regras:
Pode-se andar e pausar.
Na dúvida, siga as perguntas: O que te faz andar? O que te faz parar?
O andar e a pausa acontecem pelo estímulo dos elementos do espaço, dos outros jogadores, das pessoas que passam e de tudo o que se move na cidade.
Jogadores se mantém como se tivessem conectados por um elástico invisível que pode esticar ou aproximar. Por isso, mantém-se pelo menos um jogador no campo de visão.
Jogadores são partículas em movimento conectadas e afetadas por outras partículas.
Traçam linhas e desenhos no espaço.

Palavras-chave: Sutil, simples, impulso.

Procedimentos:
_Seguir o fluxo daquilo que se move (pessoas, carros, caminhões, bicicletas, pombas etc).
_Traçar linhas imaginárias que dialogam com as linhas do espaço (verticais, horizontais, diagonais, circulares).
_Seguir o andamento de alguém que passa (jogador ou transeuntes), no mesmo sentido ou em sentido oposto.
_Formar figuras geométricas imaginárias (retas, triângulos e quadrados) com os outros jogadores. Cada participante é um vértice. 




Fotos: Papá Fraga

segunda-feira, 2 de março de 2015

JOGO PARA UM PERCURSO – Elástico invisível (Inspiração e preparação)


Jogo para um percurso
ou elástico invisível
ou jogo de partículas que se movem no espaço


Inspiração:

No livro “WALKSCAPES – o caminhar como prática estética”, Francesco Careri apresenta o termo percurso como:
1- ação de caminhar/andar (o ato da travessia)
2- desenho/objeto arquitetônico (a linha que atravessa o espaço)
3- estrutura narrativa (relato do espaço atravessado)

“No último século o percurso (...) assumiu o estatuto de puro ato estético. Hoje se pode construir uma história do caminhar como forma de intervenção urbana que traz consigo os significados simbólicos do ato criativo primário: a errância como arquitetura da paisagem, entendendo-se com o termo paisagem a ação de transformação simbólica, para além da física, do espaço antrópico*”.
(*relativo ao período de existência da humanidade)

“O caminhar, mesmo não sendo a construção física de um espaço, implica uma transformação do lugar e dos seus significados. A presença física do homem num espaço não mapeado – e o variar das percepções que daí ele receba ao atravessá-lo – é uma forma de transformação da paisagem que, embora não deixe sinais tangíveis, modifica culturalmente o significado do espaço, e consequentemente, o espaço em si, transformando em lugar. O caminhar produz lugares”.

WALKSCAPES – o caminhar como prática estética
Francesco Careri

Delirium Ambulatorium seria a “paixão-meditação-andar” conduzida pelo “corpo-pé” na “cidade-playground”?
Denominações de Helio Oiticica (des)ordenadas numa pergunta que faço.

Preparação:

#1
Procure um lugar no espaço onde consiga soltar o peso.
Espreguice. Ative sua pele.







#2
Balada silenciosa.
Coloque seu fone de ouvido e música. Mova as articulações de baixo para cima.
Pés, joelhos, pernas, quadril, coluna vertebral, ombros, cotovelos, mãos e cabeça.
As articulações dançam o som que entra em segredo pelos ouvidos.
Aproveite para sentir seu “corpo-pé”. Destrinche-o!
Lembre-se: sola do pé é onde bate o coração.
Experimente a conexão entre os movimentos do seu pé e do seu quadril.
Mantenha-se olhando para as outras pessoas do grupo.
Haja e reaja.
Repita, duplique, aumente, desloque, transponha, acelere,
desacelere, diminua o que o outro faz.

#3
“Paixão-meditação-andar”!
Ande pelo espaço.
A pausa é uma possibilidade.
Pare quando quiser. Volte a andar quando quiser.
3 níveis de atenção que se somam.

_primeiro: o seu próprio corpo.
Perceba o tamanho do seu passo.
Conecte-se com a posição dos seus ossos e como se articulam enquanto você anda.
Experimente o peso de um lado para o outro.
Conecte-se a sensações, frio e calor, dor, invisibilidade de alguma parte, respiração.

_segundo: o espaço.
Olhe o espaço enquanto anda. Teto, parede, chão.
O espaço externo expande o espaço interno.
Abra-se.
Luminosidade. Dimensões. Formas. Linhas.
Percurso é ação e desenho, o ato de andar e a linha que atravessa o espaço.
Quais são os seus percursos nesse espaço?

_terceiro: o outro
Olhe os outros corpos enquanto andam.
Perceba o espaço entre eles e entre você e estes corpos.
Perto ou longe, energia e ar que circula.
Contamine-se pelo fluxo dos outros jogadores, por todos que passam, pelo que se move nesse espaço.

Fotos: Camilla Loreta e Papá Fraga
Desenhos: Vânia Medeiros e Olivia Niculitcheff

AUDIOTOUR - Procedimentos para deslocar-se na multidão


“Procedimentos para deslocar-se na multidão” é um audiotour criado pelo Coletivo, que inicia seu processo de pesquisa nesse suporte.

Trata-se de uma experiência de jogo no espaço urbano, que pode ser feito em qualquer local que tenha multidão ou um grande número de pessoas circulando.

Abaixo segue o link com o arquivo para ser baixado.
ARQUIVO AUDIOTOUR

https://www.dropbox.com/s/mu7hme0zv0mgf8p/Audiotour%20procedimentos%20pra%20deslocar-se%2004.mp3?dl=0

É só baixar e colocar este arquivo nos celulares ou mp3 players.
É importante baixar e não deixar o arquivo apenas online, já que a internet é instável. É bem interessante utilizar os dispositivos sonoros que estão acostumados, isso potencializa a experiência já que estão familharizados ao aparelho.
Roupas frescas e calçados confortáveis para andar também são recomendáveis!






Esta ação faz parte da bolsa MERGULHO ARTÍSTICO, da Oficina Cultural Oswald de Andrade.
Fotos: Camilla Loreta