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terça-feira, 21 de abril de 2015

O DISFARCE DO OVO - Peça e Oficina - 24 e 25 de abril

O Dodecafônico começa sua ocupação na Oficina Alfredo Volpi, em Itaquera. 
Serão duas apresentações da peça O DISFARCE DO OVO e a oficina A CENA E A LETRA - corpo, espaço e objeto. 



O DISFARCE DO OVO
uma reação à Clarice Lispector

“O Disfarce do Ovo” propõe uma reação à obra de Clarice Lispector, usando a escritura corporal para encenar o universo epifânico da autora. A encenação revela uma série de encontros: duas mulheres, uma menina, um ovo, um pintinho. Ao percorrer uma trajetória fragmentada, o espectador é convidado a itinerar pelo espaço onde a encenação está instalada.

APRESENTAÇÕES:

24 e 25 de abril (sexta e sábado)
20h
Gratuito - 25 lugares
Retirar senha com 30min de antecedência
Em caso de chuva a apresentação será remarcada.

Oficina Cultural Alfredo Volpi
Rua Américo Salvador Novelli, 416 - Itaquera
OFICINA:

► OFICINA: A CENA E A LETRA – CORPO, ESPAÇO E OBJETOCoordenação: Beatriz Cruz
5/5 a 16/6 – terças-feiras – 19h às 21h30
Público: atores, bailarinos, estudantes de artes cênicas e demais interessados a partir de 16 anos
Inscrições: 7 a 25/4
Seleção: carta de interesse
20 vagas

O treinamento e os procedimentos utilizados pelos artistas do Coletivo Teatro Dodecafônico na encenação “O Disfarce do Ovo” serão compartilhados nesta oficina, que abordará os diferentes elementos da linguagem teatral contemporânea – o corpo, o espaço e o objeto – mesclados a textos literários, palavras e sonoridades, de forma a explorar o diálogo entre teatro, literatura, corpo e espaços não convencionais na criação cênica.

Beatriz Cruz é atriz, performer, artista-educadora e produtora cultural. Pós-graduanda na Técnica Klauss Vianna pela PUC-SP, faz parte do Coletivo Teatro Dodecafônico desde sua criação em 2008.


LINK da programação para inscricão:
​http://www.oficinasculturais.org.br/programacao/ver.php?idoficina=4 


COMO CHEGAR:
Trem: Estação Dom Bosco - Linha Expresso Leste-Coral
(pega na Luz, Bras ou Tatuapé)
Da estação até a Oficina são 10 minutos a pé, vejam o mapa:



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Uma reação à peça “O disfarce do ovo: uma reação à Clarice Lispector”

Na peça “O disfarce do ovo: uma reação à Clarice Lispector” é quase tudo no feminino. Desde a escolha por uma encenação que abre polissemicamente questões, aos fragmentos do universo feminino que se apresentam e vão compondo a sinfonia de um nascimento. Nascimento da menina na relação com a mãe/mulher ou nascimento de uma mãe ao conceber uma filha? Menina/mulher, mãe/filha, eu/outra, ovo/galinha, são pares de opostos na constituição do EU... no feminino. Menina, filha/ mulher, mãe se alternam nas falas e nos corpos que se descobrem em cena.

Em muitos momentos, o termo ‘esquisita’ aparece nas falas das personagens. Expressão do estranhamento do próprio corpo que cresce feminino, do estranhamento do corpo da mulher, do corpo da outra, das intensidades que se apresentam a partir dele, provocando amor, ódio, perguntas, estranheza, esquisitice.

Realidade/corpo que parece estrangeiro, ou mesmo uma parte do próprio eu... Eu? Corpo de menina frente ao corpo da mulher, corpo de mãe, corpo de filha, sentimento de estranheza. “Esquisita”. Clarice Lispector se faz presente por meio de frases projetadas junto aos corpos que se movimentam tentando se descobrir.

“Quero ter filhAS”, diz a personagem, “filhas meninAS”, enfatiza. Mãe que cuida, mãe que mata, mãe que escolhe, mãe prenhe de ambivalência. “Ser mãe, você quer ser mãe?” Ser mãe já deve ser difícil, o que dirá de ser mãe de um meninO? “Jogo no lixo!”, diz a personagem, fazendo pensar/lembrar na violência possível do amor materno e que este nunca está isento de ambivalência e de conflitos. E que a fantasia de tornar-se mãe de uma menina, onde há uma referência especular, pode assustar menos do que a fantasia de tornar-se mãe de um diferente, de um menino.[1] E que, de qualquer forma, tornar-se mãe e ser filha é um percurso cheio de dores e delícias.

Já de saída, uma das atrizes pede para cada um se posicionar: na fila da esquerda, aquelas que são mulheres, na da direita aqueles que são homens; a seguir, na do meio aqueles que têm nome composto como ela: Ana Lucia, Luis Antonio, José Otávio, Helena Maria... A atriz pergunta ao assistir as pessoas se deslocarem para a fila do meio: “você tem nome composto?”, uma mulher responde: “mais ou menos...”, e ela responde: “o importante é que você escolheu o seu lugar”. A peça nos convoca o tempo todo a escolhermos o nosso lugar. Não há lugar fixo, pré-estabelecido, designado, pode-se escolher.

Levadas de cá pra lá, as pessoas se indagam sobre o que vem a seguir. O deslocamento no espaço atiça a curiosidade e acorda o olhar para cada nova cena, criando aberturas para novos pontos de vista. O público ocupa lugares e cada um toma seu lugar e participa, se quiser, respondendo às perguntas que são lançadas em tom de enigma lúdico a ser decifrado por cada um: “Você quer ser mãe dele?” “Você gosta de ser você?” Questões sobre a nossa origem, identidade, sexo e escolhas circulam o tempo todo dos modos mais variados.

Uma cena se inicia com as atrizes olhando para o público em silêncio, com um olhar curioso, reflexivo e que nos põe a indagar, numa posição ativa, sobre o que acontece?

Várias cenas se sucedem como desdobramentos, facetas e evocações do universo feminino que se articulam pela via da ressonância, abrindo novas e múltiplas produções de sentido. Nada se conclui nem se esgota.

São várias as possibilidades de sentido que um ovo oferece, exploradas com humor ao longo da peça. É possível fritar, “com perfeição”, um ovo. Também namorá-lo, botá-lo, comê-lo, ser envenenado por ele. Qual é o enigma do ovo? Está ligado ao enigma sobre o que é a mulher?

Ao redor de uma mesa de cozinha, conselhos matrimoniais e de beleza são dados. Em outra cena, a destreza culinária é testada e receitas são cantadas em verso e prosa.

Mais adiante, as atrizes/personagens/filhas repetem mandatos maternos enquanto repetem, quase num automatismo, os gestos de limpeza de uma dona-de-casa. Uma fala engole a outra, falas engolidoras e indiferenciadoras. Mas a cena é cômica e provoca muitas risadas da platéia. Através do humor, aplaca-se a força determinadora do superego materno e toma-se distância.

O tempo todo é possível perceber a implicação e inclusão das atrizes e do Coletivo Teatro Dodecafônico na criação, produção e nas articulações propostas na peça. Daí, muitas vezes, ser difícil referir-me somente às personagens, porque me parece que são as personagens/atrizes/mulheres/coletivo que se expressam em reação aos dois contos, que escolheram encenar, de Clarice Lispector.

Helena M F M Albuquerque

Psicanalista

Mestre em Psicologia pela USP



[1] O que também coloca em questão a idéia freudiana de que ser mãe de menino seria mais gratificante e isento de ambivalência para uma mulher. Pode-se pensar que incide sobre essa afirmação o contexto histórico e à posição social da mulher na época, o que o próprio Freud não deixa de reconhecer em seu texto “Moral sexual civilizada e doença nervosa moderna” de 1908.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Disfarce do Ovo no CCSP





Um pouquinho da nova temporada no Centro Cultural São Paulo.

sábados 21h e domingos 20h
até 11 de setembro


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

NOVA TEMPORADA no CCSP



O Disfarce do Ovo
segue em temporada no Centro Cultural São Paulo!


06 de agosto a 11 de setembro.
sábados às 21h
domingos às 20h

Rua Vergueiro, 1000.
(Próximo ao Metrô Vergueiro)

Ingressos: inteira R$10,00 e meia R$5,00



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Disfarce do Ovo no SESC Ipiranga

4 Apresentações gratuitas de "O Disfarce do Ovo" no SESC Ipiranga.

Dia(s) 27/01, 03/02, 10/02, 17/02
Quintas, às 21h.

Sesc Ipiranga
Rua Bom Pastor, 522


A peça é um mergulho no universo feminino de Clarice Lispector, relido por uma encenação que articula performance, cinema e dança. A encenação é uma reação do coletivo Teatro Dodecafônico a dois contos da autora: “A Legião Estrangeira” e “O Ovo e a Galinha”. Trata-se de uma composição centrada na corporalidade das atrizes em relação com alguns objetos e com o espaço. Convidados a vivenciar uma experiência singular, o público compartilha dos ambientes cênicos sem ser exposto e sem passar ileso às sensações proporcionadas pelo “Disfarce do Ovo”. Com o Coletivo Teatro Dodecafônico. 40 lugares.



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Inauguração do Sesc Osasco








Nesse último final de semana rolaram as "Intervenções do Ovo" na inauguração do Sesc Osasco. Disfarçadas de atrizes, as atrizes do Coletivo Teatro Dodecafônico tomaram a sala de leitura da nova unidade providas de ovos, cebolas e Clarice Lispector!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

OvOsascO

Intervenções do Ovo, no SESC Osasco

Conjunto de intervenções cênicas criadas pelo Coletivo Teatro Dodecafônico, reagindo ao universo epifânico da escritora Clarice Lispector. A proposta é transpor personagens ou situações sugeridas pela literatura para performances de curta duração.
Sala de Leitura: dias 31/07 e 1º/8, sábado e domingo, 10h, 11h30, 12h30 e 14h30.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Disfarce do Ovo em Ouro Preto

De 22 a 29 de maio vai rolar a "VI Semana de Artes" da UFOP, Universidade Federal de Ouro Preto. E, nós do Coletivo, participaremos da programação de três formas:

-com a mesa "Performance, Cinema e Dança: características da cena teatral contemporânea"
-com a oficina "O Espaço e a Letra”
- e, ainda, com duas apresentações de “O Disfarce do Ovo”, ambas no dia 27, às 19h e às 21h.

Quem estiver por lá, apareça!

A programação completa da mostra, que está bem bacana, você acessa aqui.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ilustrada, Folhateen e TPM

No dia 15 de janeiro de 2010, rolou uma matéria para o site da Revista TPM.

Reação Em Cena. Leia a matéria aqui.







E nos dias 17 e 19 de janeiro, sairam notinhas na Ilustrada e na Folhateen.


sábado, 6 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nossa passagem pelo Sesc Pompeia



Atriz 1: O ovo é a mais perfeita das arquiteturas!
Atriz 2: Viva o Ovo Bo Bardi!
Atriz 1: Lina Bo Bardi tinha inveja da galinha!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Disfarce do Ovo no Sesc Pompéia










Curta temporada no SESC Pompéia
Dia(s) 17/01, 24/01 e 31/01
Domingos, às 17h30.


"O Disfarce do Ovo" é um conjunto de respostas do Coletivo Teatro Dodecafônico a dois contos de Clarice Lispector, "A Legião Estrangeira" e "O Ovo e a Galinha". A ideia da peça é descobrir formas de transpor para a cena a "experiência clariceana", a partir de temas, imagens, sensações, abstrações e epifanias que emergem da leitura de seus escritos. A dramaturgia é composta por sete quadros e propõe uma escritura por imagens. O corpo é o suporte e o condutor para o acontecimento da experiência. Com Coletivo Teatro Dodecafônico. Limite de 30 expectadores por apresentação. Peça itinerante, ínício em frente ao Espaço de Leitura.


R$ 8,00 [inteira]
R$ 4,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 2,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

Vai lá!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Tchau Yayá!








Dia 19 de dezembro acontecerão as derradeiras apresentações de "O Disfarce do Ovo" na Casa de Dona Yayá. Apesar dos contratempos, a peça fica linda lá! Ingressos praticamente esgotados, restam pouquíssimos!

E em janeiro voltamos! Em breve colocamos as diretrizes para quem estiver por aqui.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ovo interrompido!




A Casa de Dona Yayá cancelou a temporada da encenação “O Disfarce do Ovo”!


Últimas apresentações apenas no dia 19-12-09, às 19h e às 21h.

Façam suas reservas!

Estamos organizando debate público sobre o tema: Artistas e Coletivos Artísticos em Espaços Públicos Institucionais – Diálogos e Tensões
Aguardem divulgação.


Abaixo, segue texto detalhando a situação:

A temporada de O Disfarce do Ovo, após algumas tentativas de diálogo, foi interrompida pelo Centro de Preservação Cultural da USP – Casa de Dona Yayá, sob o argumento de que o Coletivo Teatro Dodecafônico teria descumprido regras do Termo de Compromisso firmado com a casa.
O Coletivo Teatro Dodecafônico não causou nenhum dano ao patrimônio público tombado da Casa de D. Yayá (regra central do Termo firmado), ao contrário, ressaltou a preservação arquitetônica da Casa, utilizando a arquitetura como locação para o experimento cênico, sem escamoteá-la.
Um dos princípios norteadores do grupo, em sua criação artística, é não só dialogar, mas incorporar a arquitetura ao seu discurso cênico. Durante as apresentações, não só o espaço público foi respeitado, como um outro modo de olhar para essa arquitetura foi proposto, valorizando a Casa de D. Yayá e levando um público diferenciado para conhecê-la.
Diante desse impasse que vivemos hoje, entre o embate e a tentativa de conciliação com a administração da Casa, sentimos a necessidade de abrir um espaço para debatermos essa situação. Propomos e convidamos a todos para participarem de um debate público sobre as possíveis parcerias entre coletivos artísticos e instituições públicas.
Sabemos que outros artistas e coletivos artísticos passaram situações similares seja com o próprio CPC-USP, seja com outros espaços públicos institucionais que têm tentado agregar “valor” às suas ações por meio do empreendimento de ação cultural e educativa na área de artes. Entendemos que a iniciativa de realização de um debate público será benéfica para ambas as partes, tanto aos artistas que se interessam pela vivacidade dos espaços abertos à cultura, quanto às instituições que refletem sobre as melhores maneiras de compor editais e chamamentos públicos.
Gostaríamos de iniciar o debate sobre o tema por meio de nosso blog: http:// teatrododecafonico.blogspot.com.
Além disso, faremos duas últimas apresentações no espaço para, ao menos, tentar receber os espectadores que já estavam nas listas de reserva ou que haviam deixado seus nomes para voltarem à peça, pois estavam presentes em apresentações canceladas por motivo de chuva. Nelas gostaríamos de também convidar todos aqueles artistas, pesquisadores e espectadores em geral que tenham interesse pelo tema.
Por fim, é nossa intenção propor à direção da Casa de Dona Yayá a realização de um debate público com o tema “Artistas e coletivos artísticos em espaços públicos institucionais – diálogos e tensões” ainda no mês de dezembro, utilizando datas em que ocorreriam apresentações de nossa encenação.

Esse é um convite para a reflexão e o debate. Sinta-se à vontade para expressar sua opinião!