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quarta-feira, 9 de março de 2016

Responda SIM ou NÃO - Ocupação e De|Generadas

Perfomance Responda SIM ou NÃO 




QUARTA
14h Performance RESPONDA SIM OU NÃO
+
15h-18h Deriva de gênero - urbana, aberta, para investigar mulheres no espaço urbano
(Saindo da Oficina Cultural Oswald de Andrade - Bom Retiro)
DOMINGO
14h Performance RESPONDA SIM OU NÃO
No DeIgeneradas - SESC SANTANA
Olha o evento com a programação completa!
https://www.facebook.com/events/1696097490638012/

OCUPAÇÃO MULHERES, PERFOMANCE E GÊNERO


OCUPAÇÃO MULHERES, PERFOMANCE E GÊNERO
Durante o mês de MARÇO, na Oficina Cultural Oswald de Andrade 

De 9 a 23 de março - primeira fase

Ocupação artística que visa discutir a relação entre mulheres, performance e gênero, criando laboratórios de compartilhamento de materiais e reações a eles (performances e intervenções criadas em resposta aos materiais compartilhados). Cada participante (que poderá ser de ambos os sexos, cis ou trans) compartilhará nesse ambiente textos teóricos e poéticos ou obras de outras performers, apresentando vídeos ou fotos para ativar uma ou mais reações. As reações poderão ser criadas em suportes variados – performances, intervenções urbanas, instalações, jogos coletivos etc.– e ser realizadas tanto nas dependências da Oficina Oswald de Andrade quanto em seus arredores.

Todas as atividades são gratuitas e abertas, exceto a Cozinha Coletiva (inscrição no link abaixo). Pede-se apenas a confirmação da presença pelo
e-mail teatrododecafonico@gmail.com, informando nome completo, telefone e idade. E qual ou quais atividades quer participar.

Veja abaixo as informações sobre os LABORATÓRIOS DE COMPARTILHAMENTO:

09. 03 – DERIVA URBANA
a partir das 14h – Performance: Responda Sim ou Não
15h às 18h - Deriva Urbana
Encontros para andar sem um trajeto definido a priori. As derivas terão instruções ou procedimentos, na busca por perceber como a relação mulheres, performance e gênero se apresenta no entorno. Antes do início da Deriva, serão também realizadas performances que estabelecem relação com a comunidade do entorno.

12.03 – PIC NIC
15h às 18h
Encontro ao ar livre nas dependências da Oficina Cultural Oswald de Andrade para compartilhamento público de cenas, materiais artísticos próprios e de outras mulheres artistas, comidas e bebidas trazidas pelos participantes.

O que cada participante deve levar: frutas, bebidas, um prato doce ou salgado para lanche coletivo. E principalmente: levar materiais (fotos, textos, vídeos) para falar de sua prática artística ou de alguma artista mulher que lhe interesse. Caso prefira, haverá espaço para mostrar um fragmento de sua cena, performance ou trabalho criativo (máximo 10 min). Será proposta uma conversa após os compartilhamentos.

16.03 – DERIVA URBANA
a partir das 14h – Performance: O que te prende, mulher?
15h às 18h - Deriva Urbana

19.03 – COZINHA COLETIVA
13h às 18h
Encontro realizado enquanto os participantes preparam uma refeição. Durante o preparo da comida, os participantes compartilham materiais de criação e "substâncias" de suas pesquisas em performance, mulher e gênero. Há quem descasque, há quem corte, ha quem mexa, há quem cante, há quem leia, há quem projete. Todxs comem. Todxs falam. Todxs falam enquanto comem.

10 vagas. Inscrições no link, com carta de interesse e uma receita: https://docs.google.com/forms/d/1YMEyeThliDC9-u9TJchWTsk_K1byaPexXXx0l8I-7D8/viewform

O que cada participante deve levar: será informado via e-mail para os participantes selecionados.

23.03 - SALA DE ESTAR
15h às 18h
Encontro, em formato de intervenção urbana, realizado numa sala de estar criada coletivamente no espaço público. O objetivo é compartilhar entre os participantes, mas também com passantes que cheguem. Há quem traga uma cadeira, há quem traga um tapetinho. Há quem venha com um banco. Há quem chegue de almofada. Há quem passe um vídeo. Há quem leia partes de um livro. Todxs sentam. Todxs circulam. Todxs estão.

O que cada participante deve levar: qualquer item para compor a sala de estar, tal como cadeira, puf, banquinho, almofada ou tapete. Para compartilhar videos de performances, livros para compor o ambiente e serem lidos ou músicas/sons que queira assistir/ouvir conjuntamente.

Com:
Andrea Caruso Saturnino - Beatriz Cruz - Leticia Olivares - Sandra Ximenez - Stela Fischer - Verônica Veloso
Arte gráfica - Vania Medeiros
Coletivos Teatro Dodecafônico e Rubro Obsceno

sábado, 12 de janeiro de 2013

2a Abertura de Processo ¡Salta!












Em novembro de 2012 aconteceu a segunda abertura de processo da nova encenação do Coletivo: ¡SALTA! 

Fotos desse dia clicadas por Cacá Bernardes.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Oficina gratuita e intervenção urbana! Venha participar!

O Coletivo Teatro Dodecafônico convida a todos para participar de suas

oficinas práticas que resultarão em intervenções em espaços públicos da cidade de

São Paulo. A proposta é pulverizar “O que Ali se viu”, última encenação do Coletivo,

instalando cenas e criando intervenções urbanas a partir dos princípios utilizados na

criação. As oficinas serão um espaço de compartilhamento da pesquisa do Coletivo

sobre ocupação do espaço público, a partir das coralidades contemporâneas e da

relação com a cidade. Cada oficina será composta por três encontros com três horas

de duração cada, mais um período para a intervenção. Todas as atividades fazem

parte do projeto contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro.

“para quem olha para a cidade e tem vontade de fazer teatro”

Oficina: 2 a 4 de Fevereiro, quinta a sábado, das 10h às 13h

(três encontros com três horas de duração cada)

Local: FUNARTE (Alameda Nothmann, 1058)

Público alvo: maiores de 18 anos, interessados em artes.

Inscrições por e-mail: teatrododecafonico@gmail.com

(enviar nome completo, data de nascimento e justificativa de interesse)

nº de vagas: 20 (vinte)


Intervenção urbana: 5 de Fevereiro, domingo, a partir das 10h

Local: MINHOCÃO (Elevado Costa e Silva)

TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS

Mais informações sobre o Dodecafônico e seu projeto:

O projeto “Decupagem Dodecafônica”, recentemente contemplado pela 19ª

Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro, propõe em uma das suas

etapas – “São Paulo Através do Espelho” – cinco oficinas e cinco intervenções

urbanas em diferentes espaços públicos da cidade.

As oficinas, oferecidas a maiores de 18 anos interessados em artes, visam

compartilhar alguns procedimentos desenvolvidos pelo Coletivo Teatro

Dodecafônico na pesquisa e criação da cena, em especial aqueles que se referem à

relação com o espaço e às coralidades contemporâneas. Os participantes serão

convidados a integrar as intervenções na cidade de São Paulo, pesquisando

possíveis relações com o espaço urbano a partir de cenas de "O que ali se viu". Esta

é a mais recente encenação do Coletivo, uma resposta-reação às obras de Lewis

Carroll, "Alice através do espelho" e "Alice no país das maravilhas". Peça itinerante

na qual o público assume o lugar da personagem, percorrendo cenas e intervenções

instaladas no espaço, esteve em temporada de 40 apresentações no SESI Vila

Leopoldina no final de 2010.

Todas as atividades serão gratuitas, em vista da verba pública destinada ao

projeto do Coletivo Teatro Dodecafônico, da Cooperativa Paulista de Teatro.

Atividades Previstas:

Oficina: 25, 27 e 28 de Fevereiro, sábado, segunda e terça, das 14h às 17h

Local: Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777)

Intervenção urbana: 29 de Fevereiro, quarta, a partir das 14h

Local: LARGO DA BATATA

Oficina: 19 a 21 de Março, segunda a quarta, das 18h30 às 21h30

Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363)

Intervenção urbana: 22 de Março, quinta, a partir das 18h30

Local: PRAÇA TIRADENTES

+ 2 oficinas e intervenções em abril e maio.


Alguns princípios norteadores da pesquisa do Coletivo Teatro Dodecafônico:

Instalação da cena em arquiteturas pré-existentes – o espaço tem

papel de destaque nas composições, sendo um dos primeiros

elementos a serem definidos.

A posição do público em relação à cena é pensado a partir de

procedimentos da câmera cinematográfica – enquadramento e ponto

de vista estão diretamente relacionados.

Não há primazia de nenhum elemento constituinte da cena – o texto

tem a mesma importância que o corpo, o espaço, o tempo, a

iluminação, a sonorização, sem qualquer relação hierárquica.

Os atores-criadores apresentam-se como figuras, criadas por meio da

composição corporal (físico-vocal) – a construção nunca passa pelo

viés psicológico.

Toda encenação do Dodecafônico é uma reação a uma obra de referência (literária,

visual, cinematográfica) e não uma adaptação para o contexto teatral. O termo

reação começou a ser utilizado pelo Coletivo em decorrência da prática, ou seja,

como resposta à experiência vivida. Portanto, reagir é: transpor (no caso da

literatura, sem transformar discurso indireto em direto); transformar (a obra original

como propulsora de novas formas textuais e imagéticas); e montar como na

linguagem cinematográfica (sobrepor elementos, criar em camadas). Reagir, pois,

para não esgotar.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Lei de fomento!

O Coletivo Teatro Dodecafônico foi contemplado com o projeto "Decupagem Dodecafônica" pela 19ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em breve mais notícias desse projeto que se dará em duas frentes:

"São Paulo através do espelho" e "A casa de Lucrecia".

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

MUTA (MIU MIU) - LUCRECIA MARTEL



Talvez esse seja o primeiro post da próxima pesquisa do Coletivo Teatro Dodecafônico. O vídeo da Lucrecia também dialoga com o Tupperware Tanztheater!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Grupo ou Coletivo - uma questão de tempo

Em 2008 escrevi esse resumo expandido no qual refleti sobre as duas intâncias: o grupo e o coletivo. A partir da pergunta: “coletivo é apenas um novo nome para grupo?”, procurei esboçar o conceito de coletivo, confrontando-o com o de grupo. Atraídos por uma investigação estética bem definida que seria desenvolvida como experimentação prática de uma pesquisa de mestrado, um amontoado de jovens foi reunido no que se escolheu intitular: Coletivo. É essa experiência, nutrida pela observação de um contexto de organização e proliferação de grupos de teatro atualmente na cidade de São Paulo, que inspiraram a discussão desses conceitos como relativos ao tempo e não ao espaço. Hoje, atuando com o Coletivo Teatro Dodecafônico, vejo essa teoria sendo escrita através da experiência.


Para aqueles que cursam uma Universidade de Artes Cênicas fazer parte de um grupo é uma condição quase definitiva para se alcançar uma carreira bem sucedida. Principalmente para quem espera desenvolver a linguagem teatral atuando nos processos de criação de forma ativa, ou seja, para quem pretende ser sujeito do teatro que cria. Estar em um grupo é um cartão de apresentação, uma forma de explicitar suas escolhas artísticas e reconhecer seus pares. É inegável a importância do trabalho grupal na formação das identidades, pois do encontro com o outro, com o diferente, temos condições de fazer escolhas, que nos aproximam ou nos distanciam. Essa convivência faz do outro um parâmetro para atitudes, um referente, um modelo. No ambiente do grupo, à semelhança do ambiente familiar, o sujeito pode ser moldado como artista e como homem, por meio de identificações e negações.
Nos últimos vinte anos, há um esforço bastante significativo da classe teatral paulistana no sentido de se organizar: o Movimento da Arte Contra a Barbárie e a elaboração e aprovação da Lei de Fomento são exemplos também da iniciativa dos grupos teatrais. A atenção pública voltada a editais, cujos benefícios contemplam todo o processo de criação teatral, da pesquisa à circulação, são provas contundentes da força de diversos artistas organizados em grupos lutando por objetivos comuns. Fala-se em mais de 500 grupos de teatro atuando hoje na cidade de São Paulo, um verdadeiro renascimento do teatro de grupo, um momento de efervescência teatral. Exemplo disso é a ampliação do projeto Teatro Vocacional, levando aulas de teatro e acompanhamento de grupos para todas as Casas de Cultura e C.E.U.s da cidade. Tanto na esfera dos artistas profissionais quanto na formação de jovens artistas, a opção por participar de um grupo é visto por alguns como a condição mais legítima, hoje.
A história do teatro, desde seu surgimento remonta a uma esfera coletiva, associada às festividades e à família. Dois exemplos são suficientes para trazer à tona esse contexto histórico: o teatro grego e a Commedia dell’Arte, ambos referem-se à celebração e ao ambiente coletivo, familiar e público. A história de Maurice Durozier, ator do Théâtre du Soleil , filho da quinta geração de uma família de atores também ajuda a refletir sobre as características dos grupos de teatro nos últimos tempos. Mesmo quando os atores não vêm de famílias tradicionais, recebendo o legado da representação de seus pais e avós, a estrutura de grande parte dos grupos teatrais é similar à estrutura de uma família. Paralelamente, as novas gerações de atores são filhas de estruturas desfeitas ou de uniões temporárias. Se não cabe aos grupos teatrais preencherem essa lacuna estrutural, de que modo a crise da família pode afetar tais agrupamentos artísticos?

Se fosse uma questão de espaço, grupo seria sedentário.
Durante a graduação, uma das afirmações mais contundentes que ouvi foi: “nem todo amontoado de gente é um grupo!” No momento em que a frase foi dita, toda a classe estava muito angustiada com as próprias cobranças de formar grupos com as turmas nas quais lecionávamos. Entendemos mais tarde que a decisão de se formar um grupo não é do professor/ encenador, nem de algum líder, nem de uma pessoa só, mas de um interesse comum despertado em muitos indivíduos ao mesmo tempo. Um grupo não é formado de imediato, depende de um desenvolvimento no tempo, como se de repente as pessoas percebessem que estão sendo, agindo como um grupo.
A definição de grupo encontrada no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa se refere “a conjunto de pessoas ou coisas dispostas proximamente e formando um todo”, “conjunto de pessoas ou coisas que têm características, traços, objetivos, interesses comuns”. No final do verbete, há ainda a seguinte indicação: do italiano gruppo, entendido como “nó, conjunto, reunião”. Pertence à tradição teatral, a organização em grupo. No entanto, essa nomenclatura foi bastante utilizada a partir da década de 60, momento da criação de grupos que correspondiam ao pensamento e ao comportamento vigentes na época. Também aparecem como uma resposta a uma estrutura mais antiga, mas ainda existente, de teatro comercial que apresenta o nome de um ator ou atriz importante acompanhado por um “grande elenco”.
O conjunto de pessoas com interesses comuns que caracteriza o grupo teatral tem como modelo de estruturação grupos de longa vida, aqueles que permanecem juntos vinte, trinta anos. Talvez a principal característica desses agrupamentos seja sua relação com o tempo, sua formatação duradoura. Esse modelo de grupo estável, com atestado de qualidade garantido pelo tempo de trabalho tem um papel muito importante na organização dos artistas como classe de trabalhadores. Participar de um grupo é um meio de inserir-se no mercado das artes, colocando-se em condições de concorrer aos editais de fomento à produção das criações. Essa estrutura de grupo passou a ser considerada o ideal almejado por muitas pessoas, que mesmo antes de traçarem seu percurso coletivamente, esperam encontrar seus pares para fundar um grupo teatral. Algumas vezes esse “nó” permanece atado apenas na figura do diretor ou de um número restrito de integrantes em torno dos quais gravitam atores passageiros. A nomenclatura (grupo) e a contagem do tempo, entretanto, permanecem, provavelmente porque o tempo de sobrevivência dos grupos conta pontos a favor na luta pelos editais de cultura. Exemplo disso é a brochura de comemoração de 10 anos de um evento promovido pelo SESC intitulado Palco Giratório, no qual todos os grupos são inicialmente apresentados pelo tempo de permanência juntos .

Se fosse questão de espaço, coletivo seria nômade.
Na pesquisa de mestrado que desenvolvo na Universidade de São Paulo pretendia usar o cinema como um modelo de composição a ser utilizado em processos artístico-pedagógicos, por isso foi preciso reunir pessoas dispostas a experimentarem a pertinência dessa proposta. Ao longo de um ano e meio de experimentação prática dessa pesquisa, além da criação de uma encenação, muito tempo foi dedicado à construção da logística desse agrupamento, que escolhi não chamar de “grupo”. Não gostaria de impor essa condição (sermos um grupo!) para que essas pessoas desconhecidas trabalhassem em conjunto e, ao mesmo tempo, gostaria de reiterar meu intento de agregar interessados por cinema, que quisessem fazer teatro. Convencida de que outras pessoas se interessariam pela dupla cinema/teatro, espalhei cartazes pela Cidade Universitária convidando toda e qualquer pessoa (acima de 18 anos) para integrar um coletivo. Esse coletivo recebeu o nome de Jogos do Olhar, pois seria convidado a olhar as cenas dos filmes para compor as cenas teatrais. O Coletivo - Jogos do Olhar foi definido pelas pessoas que o fizeram, tomou o corpo de quem o experimentou, por isso teve características específicas. Como participante dele, tomo-o como referência, como ponto de partida e de apoio para esboçar esse conceito. Muitas vezes nos perguntamos: É só um novo nome? O novo nome pressupõe quais mudanças nos modos de produção?
A idéia de coletivo de artistas é muito comum nas artes plásticas, de onde as artes performáticas tomaram o conceito emprestado. Geralmente, os coletivos se reúnem com o intuito de ocupar determinados espaços ou discutir determinados temas de interesse comum. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa a definição de coletivo “compreende ou abrange muitas pessoas ou coisas”, “pertence a um povo, a uma classe, a um grupo”. Do latim collectivus significa aquilo “que agrupa, ajunta”. A palavra “coletivo” é apresentada como antônimo de individual.
Um coletivo, de acordo com as referências explicitadas acima, é uma possibilidade de experimentar com um amontoado de gente, o que não substitui a vivência em grupo, mas nos convida a explorar outros modos de estar junto. Seu modo de formatação é por meio de “empreitadas”. Escolhe-se um foco de interesse, um local para ocupar, ou tema agregador de grupos e artistas “avulsos” e num tempo pré-estabelecido desenvolve-se o trabalho. O Coletivo sobrevive o tempo que dura a empreitada, tem hora de começar e de acabar. Procura inserir-se no mercado pela quantidade de pessoas que agrega e pelo peso de seus trabalhos juntos, pois não pode comprovar a excelência de seu trabalho pela permanência no espaço/tempo. Não se confunde com uma criação coletiva nos moldes dos anos 60, uma vez que têm as funções muito bem definidas. Está claro quem é o diretor, o ator, o iluminador, o programador visual. Por isso aproxima-se de um processo colaborativo, pois pessoas de áreas diversas criam coletivamente, cada qual se responsabilizando por sua especificidade. Não está distante de um grupo no que diz respeito a envolvimento e dedicação. Trata-se, portanto de uma estrutura mais fluida. Se o grupo fosse um casamento, o coletivo seria um namoro, um convite a enlaces mais temporários, sujeito a repetições e reorganizações de tempos em tempos.

Verônica Veloso - integrante do Coletivo Teatro Dodecafônico