segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lista de Selecionados

Lista de Selecionados – 1ª Oficina do Projeto São Paulo Através do Espelho

Alessandro Aguipe

Aline Ruiz Babadópulos

Ana Dias de Andrade

André Mourão

Angela Tepassê

Beatriz Rinaldi

Bruna Rodella Soares

Carol Greco

Catherine Peres Ramos

Claudia C. Valente

Claudia Dér Fortes

Luiz Ricardo de Oliveira

Maira Vaz Valente

Marcus Vinicius Mazieri Campo

Maria Claudia Lopes

Mariana Viana

Mariane Takenobu

Priscila Carbone

Rafael Mello

Railson Fidélis

Rosaura A. de Mello Gonçalves

Tatiane Gomes de Andrade

Thiago Neves

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Oficina gratuita e intervenção urbana! Venha participar!

O Coletivo Teatro Dodecafônico convida a todos para participar de suas

oficinas práticas que resultarão em intervenções em espaços públicos da cidade de

São Paulo. A proposta é pulverizar “O que Ali se viu”, última encenação do Coletivo,

instalando cenas e criando intervenções urbanas a partir dos princípios utilizados na

criação. As oficinas serão um espaço de compartilhamento da pesquisa do Coletivo

sobre ocupação do espaço público, a partir das coralidades contemporâneas e da

relação com a cidade. Cada oficina será composta por três encontros com três horas

de duração cada, mais um período para a intervenção. Todas as atividades fazem

parte do projeto contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro.

“para quem olha para a cidade e tem vontade de fazer teatro”

Oficina: 2 a 4 de Fevereiro, quinta a sábado, das 10h às 13h

(três encontros com três horas de duração cada)

Local: FUNARTE (Alameda Nothmann, 1058)

Público alvo: maiores de 18 anos, interessados em artes.

Inscrições por e-mail: teatrododecafonico@gmail.com

(enviar nome completo, data de nascimento e justificativa de interesse)

nº de vagas: 20 (vinte)


Intervenção urbana: 5 de Fevereiro, domingo, a partir das 10h

Local: MINHOCÃO (Elevado Costa e Silva)

TODAS AS ATIVIDADES SÃO GRATUITAS

Mais informações sobre o Dodecafônico e seu projeto:

O projeto “Decupagem Dodecafônica”, recentemente contemplado pela 19ª

Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro, propõe em uma das suas

etapas – “São Paulo Através do Espelho” – cinco oficinas e cinco intervenções

urbanas em diferentes espaços públicos da cidade.

As oficinas, oferecidas a maiores de 18 anos interessados em artes, visam

compartilhar alguns procedimentos desenvolvidos pelo Coletivo Teatro

Dodecafônico na pesquisa e criação da cena, em especial aqueles que se referem à

relação com o espaço e às coralidades contemporâneas. Os participantes serão

convidados a integrar as intervenções na cidade de São Paulo, pesquisando

possíveis relações com o espaço urbano a partir de cenas de "O que ali se viu". Esta

é a mais recente encenação do Coletivo, uma resposta-reação às obras de Lewis

Carroll, "Alice através do espelho" e "Alice no país das maravilhas". Peça itinerante

na qual o público assume o lugar da personagem, percorrendo cenas e intervenções

instaladas no espaço, esteve em temporada de 40 apresentações no SESI Vila

Leopoldina no final de 2010.

Todas as atividades serão gratuitas, em vista da verba pública destinada ao

projeto do Coletivo Teatro Dodecafônico, da Cooperativa Paulista de Teatro.

Atividades Previstas:

Oficina: 25, 27 e 28 de Fevereiro, sábado, segunda e terça, das 14h às 17h

Local: Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777)

Intervenção urbana: 29 de Fevereiro, quarta, a partir das 14h

Local: LARGO DA BATATA

Oficina: 19 a 21 de Março, segunda a quarta, das 18h30 às 21h30

Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363)

Intervenção urbana: 22 de Março, quinta, a partir das 18h30

Local: PRAÇA TIRADENTES

+ 2 oficinas e intervenções em abril e maio.


Alguns princípios norteadores da pesquisa do Coletivo Teatro Dodecafônico:

Instalação da cena em arquiteturas pré-existentes – o espaço tem

papel de destaque nas composições, sendo um dos primeiros

elementos a serem definidos.

A posição do público em relação à cena é pensado a partir de

procedimentos da câmera cinematográfica – enquadramento e ponto

de vista estão diretamente relacionados.

Não há primazia de nenhum elemento constituinte da cena – o texto

tem a mesma importância que o corpo, o espaço, o tempo, a

iluminação, a sonorização, sem qualquer relação hierárquica.

Os atores-criadores apresentam-se como figuras, criadas por meio da

composição corporal (físico-vocal) – a construção nunca passa pelo

viés psicológico.

Toda encenação do Dodecafônico é uma reação a uma obra de referência (literária,

visual, cinematográfica) e não uma adaptação para o contexto teatral. O termo

reação começou a ser utilizado pelo Coletivo em decorrência da prática, ou seja,

como resposta à experiência vivida. Portanto, reagir é: transpor (no caso da

literatura, sem transformar discurso indireto em direto); transformar (a obra original

como propulsora de novas formas textuais e imagéticas); e montar como na

linguagem cinematográfica (sobrepor elementos, criar em camadas). Reagir, pois,

para não esgotar.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Retiro Dodecafônico

Registro fotográfico de Renata Veloso sobre o 1° Retiro Dodecafônico!

O que Alice viu

Corpo\Casa
Blues
Cartão postal do futuro
Experiência Agnès Varda + Liv Ullmann
Castanha

Lei de fomento!

O Coletivo Teatro Dodecafônico foi contemplado com o projeto "Decupagem Dodecafônica" pela 19ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em breve mais notícias desse projeto que se dará em duas frentes:

"São Paulo através do espelho" e "A casa de Lucrecia".

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Uma reação à peça “O disfarce do ovo: uma reação à Clarice Lispector”

Na peça “O disfarce do ovo: uma reação à Clarice Lispector” é quase tudo no feminino. Desde a escolha por uma encenação que abre polissemicamente questões, aos fragmentos do universo feminino que se apresentam e vão compondo a sinfonia de um nascimento. Nascimento da menina na relação com a mãe/mulher ou nascimento de uma mãe ao conceber uma filha? Menina/mulher, mãe/filha, eu/outra, ovo/galinha, são pares de opostos na constituição do EU... no feminino. Menina, filha/ mulher, mãe se alternam nas falas e nos corpos que se descobrem em cena.

Em muitos momentos, o termo ‘esquisita’ aparece nas falas das personagens. Expressão do estranhamento do próprio corpo que cresce feminino, do estranhamento do corpo da mulher, do corpo da outra, das intensidades que se apresentam a partir dele, provocando amor, ódio, perguntas, estranheza, esquisitice.

Realidade/corpo que parece estrangeiro, ou mesmo uma parte do próprio eu... Eu? Corpo de menina frente ao corpo da mulher, corpo de mãe, corpo de filha, sentimento de estranheza. “Esquisita”. Clarice Lispector se faz presente por meio de frases projetadas junto aos corpos que se movimentam tentando se descobrir.

“Quero ter filhAS”, diz a personagem, “filhas meninAS”, enfatiza. Mãe que cuida, mãe que mata, mãe que escolhe, mãe prenhe de ambivalência. “Ser mãe, você quer ser mãe?” Ser mãe já deve ser difícil, o que dirá de ser mãe de um meninO? “Jogo no lixo!”, diz a personagem, fazendo pensar/lembrar na violência possível do amor materno e que este nunca está isento de ambivalência e de conflitos. E que a fantasia de tornar-se mãe de uma menina, onde há uma referência especular, pode assustar menos do que a fantasia de tornar-se mãe de um diferente, de um menino.[1] E que, de qualquer forma, tornar-se mãe e ser filha é um percurso cheio de dores e delícias.

Já de saída, uma das atrizes pede para cada um se posicionar: na fila da esquerda, aquelas que são mulheres, na da direita aqueles que são homens; a seguir, na do meio aqueles que têm nome composto como ela: Ana Lucia, Luis Antonio, José Otávio, Helena Maria... A atriz pergunta ao assistir as pessoas se deslocarem para a fila do meio: “você tem nome composto?”, uma mulher responde: “mais ou menos...”, e ela responde: “o importante é que você escolheu o seu lugar”. A peça nos convoca o tempo todo a escolhermos o nosso lugar. Não há lugar fixo, pré-estabelecido, designado, pode-se escolher.

Levadas de cá pra lá, as pessoas se indagam sobre o que vem a seguir. O deslocamento no espaço atiça a curiosidade e acorda o olhar para cada nova cena, criando aberturas para novos pontos de vista. O público ocupa lugares e cada um toma seu lugar e participa, se quiser, respondendo às perguntas que são lançadas em tom de enigma lúdico a ser decifrado por cada um: “Você quer ser mãe dele?” “Você gosta de ser você?” Questões sobre a nossa origem, identidade, sexo e escolhas circulam o tempo todo dos modos mais variados.

Uma cena se inicia com as atrizes olhando para o público em silêncio, com um olhar curioso, reflexivo e que nos põe a indagar, numa posição ativa, sobre o que acontece?

Várias cenas se sucedem como desdobramentos, facetas e evocações do universo feminino que se articulam pela via da ressonância, abrindo novas e múltiplas produções de sentido. Nada se conclui nem se esgota.

São várias as possibilidades de sentido que um ovo oferece, exploradas com humor ao longo da peça. É possível fritar, “com perfeição”, um ovo. Também namorá-lo, botá-lo, comê-lo, ser envenenado por ele. Qual é o enigma do ovo? Está ligado ao enigma sobre o que é a mulher?

Ao redor de uma mesa de cozinha, conselhos matrimoniais e de beleza são dados. Em outra cena, a destreza culinária é testada e receitas são cantadas em verso e prosa.

Mais adiante, as atrizes/personagens/filhas repetem mandatos maternos enquanto repetem, quase num automatismo, os gestos de limpeza de uma dona-de-casa. Uma fala engole a outra, falas engolidoras e indiferenciadoras. Mas a cena é cômica e provoca muitas risadas da platéia. Através do humor, aplaca-se a força determinadora do superego materno e toma-se distância.

O tempo todo é possível perceber a implicação e inclusão das atrizes e do Coletivo Teatro Dodecafônico na criação, produção e nas articulações propostas na peça. Daí, muitas vezes, ser difícil referir-me somente às personagens, porque me parece que são as personagens/atrizes/mulheres/coletivo que se expressam em reação aos dois contos, que escolheram encenar, de Clarice Lispector.

Helena M F M Albuquerque

Psicanalista

Mestre em Psicologia pela USP



[1] O que também coloca em questão a idéia freudiana de que ser mãe de menino seria mais gratificante e isento de ambivalência para uma mulher. Pode-se pensar que incide sobre essa afirmação o contexto histórico e à posição social da mulher na época, o que o próprio Freud não deixa de reconhecer em seu texto “Moral sexual civilizada e doença nervosa moderna” de 1908.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O Disfarce do Ovo no CCSP





Um pouquinho da nova temporada no Centro Cultural São Paulo.

sábados 21h e domingos 20h
até 11 de setembro


terça-feira, 9 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

NOVA TEMPORADA no CCSP



O Disfarce do Ovo
segue em temporada no Centro Cultural São Paulo!


06 de agosto a 11 de setembro.
sábados às 21h
domingos às 20h

Rua Vergueiro, 1000.
(Próximo ao Metrô Vergueiro)

Ingressos: inteira R$10,00 e meia R$5,00



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Disfarce do Ovo no SESC Ipiranga

4 Apresentações gratuitas de "O Disfarce do Ovo" no SESC Ipiranga.

Dia(s) 27/01, 03/02, 10/02, 17/02
Quintas, às 21h.

Sesc Ipiranga
Rua Bom Pastor, 522


A peça é um mergulho no universo feminino de Clarice Lispector, relido por uma encenação que articula performance, cinema e dança. A encenação é uma reação do coletivo Teatro Dodecafônico a dois contos da autora: “A Legião Estrangeira” e “O Ovo e a Galinha”. Trata-se de uma composição centrada na corporalidade das atrizes em relação com alguns objetos e com o espaço. Convidados a vivenciar uma experiência singular, o público compartilha dos ambientes cênicos sem ser exposto e sem passar ileso às sensações proporcionadas pelo “Disfarce do Ovo”. Com o Coletivo Teatro Dodecafônico. 40 lugares.



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Alices simultâneas


Por Verônica Veloso
Foto: Renata Velguim

O estudo das Alices de Lewis Carroll foi o ponto de partida para o presente trabalho, uma reflexão sobre a infância. Paralelamente à vontade de revisitar esse período da vida, havia o desejo de experimentar a maternidade. Enquanto gestava essa encenação, gestava também uma filha. Não pretendia, no entanto, adaptar as histórias de Carroll para o teatro, mas reagir a elas, utilizando imagens e trechos das obras literárias, nas quais o autor tece metáforas sobre o tempo, jogando com os processos de crescimento e passagem para a vida adulta. Essa dupla gestação, espécie de momento Lagarta, me levou a perceber as estreitas relações entre a minha prática de encenação e as obras de Carroll.

Em suas trajetórias, Alice presencia situações que invertem a lógica racional, mergulhando no non sense do outro lado do espelho e no subterrâneo do suposto País das Maravilhas. Em “O que ali se viu”, a fragmentação do discurso é radicalizada pela utilização do espaço, a escritura imagética, o percurso do público junto com as cenas e a apropriação ‘dodecafônica’ do universo colecionado pelo autor.

Pesquisando ‘coralidades contemporâneas’ (versão atualizada dos coros preconizados pelos gregos), o Coletivo Teatro Dodecafônico se apresenta como um conjunto refratário de vozes dissonantes, discordantes, irreverentes. Dez atores mostram suas versões de Rainhas, Reis, Bispos, Cavalos e Torres, além da linha de Peões, experimentando o jogo de xadrez de Lewis-Alice. A proposição de um teatro infanto-juvenil não impede que a encenação ‘dodecafônica’ se mantenha pautada em procedimentos contemporâneos do fazer teatral. Trata-se de uma encenação afinada com seu tempo e passível de ser vista por crianças e seus familiares adultos, sem prejuízos de interesse.

Em “O que ali se viu”, Alice não aparece, é apenas sugerida, a cada deslocamento, ao descobrir-se a si mesma, num mundo subterrâneo, íntimo. O Coletivo Teatro Dodecafônico pretende tomar o público pela mão, levando-o a atravessar o espelho e a olhar o mundo com olhos de Alice.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estréia e matéria na Folhinha





Fotos da estréia, por Renata Velguim.

Baseada em "Alice", peça é encenada durante caminhada

Em todos os cantos há um coelho apressado, uma rainha de copas e um chapeleiro maluco. "Alice no País das Maravilhas" nunca esteve tanto na moda. Depois do filme em 3D da Disney, agora é a vez de "O Que Ali Se Viu", nova peça do Coletivo Teatro Dodecafônico.

Embora o espetáculo também pegue carona nos personagens originais, a aventura não é igualzinha. Para começar, ninguém interpreta a própria Alice. Sabe quem faz a personagem principal? A plateia! E nem vai dar tempo de sentir vergonha ou de desanimar. A encenação promete não deixar ninguém parado.

Diferentemente da maioria, "O Que Ali Se Viu" não é encenada em cima dos palcos. Além disso, o público também não assiste sentado. Muito pelo contrário, para acompanhar é preciso fôlego: os atores caminham por todo Sesi Vila Leopoldina durante o espetáculo.

"Essa é uma peça itinerante. A gente não usa cenário também. Colocamos algumas mesas, tapetes e outros objetos só", diz Verônica Veloso, a diretora. O resto fica por conta da imaginação. Então, treine a cuca e as pernas. E se prepare para descobrir a resposta da pergunta que está escondidinha no título: O que Alice viu?

PARA CONFERIR
O Que Ali Se Viu
Onde: Centro Cultural Sesi Vila Leopoldina (Rua Carlos Weber, 835; tel.:0/xx/11/3834-3458)
Quando: de 24 de outubro a 12 de dezembro
Quanto: grátis

sábado, 9 de outubro de 2010

Estréia - O QUE ALI SE VIU - 24 de outubro



O que ali se viu é uma encenação itinerante na qual a Alice dos textos de Lewis Carroll não aparece. O público assume o lugar da personagem, percorrendo cenas instaladas no espaço. O Coletivo Teatro Dodecafônico apresenta dez atores em formações corais e revezando-se na performance de figuras retiradas do jogo de xadrez non sense da obra literária.

Mais informações no site do SESI. Clique aqui.

FICHA TÉCNICA

Elenco: Ana Flávia Chrispiniano
/ Anna Dulce / Beatriz Cruz / Claudia Tordatto / Katia Lazarini / Lígia Borges / Paulina Caon
/ Pedro Felício / Samir Signeu / Sérgio Pupo


Dramaturgia: Silvia Camossa

Preparação Vocal: Sandra Ximenez

Músicas: Anna Dulce

Assistência de Encenação: Daniel Cordova

Vídeo: Marina Bastos

Figurino: Jorge Wakabara

Design Gráfico, Fotografia e Cenografia: Renata Velguim


Produção: Gabriela Cordaro e Verônica Veloso


Encenação: Verônica Veloso

LOCAL

SESI Vila Leopoldina

Rua Carlos Weber, 835
Temporada24 de outubro a 12 de dezembro.
Sábados, às 16h e aos domingos, às 11h
EntradaFranca
Retirar ingressos com uma hora de antecedência
Capacidade80 lugares
Duração80 minutos
Informações

(11) 3882-1066

Recomendação etária
12 Anos
Livre.